Especial 107 anos – 78

Único Campeão Brasileiro do interior do Brasil. Este feito perdura há quase 40 anos. Maior glória da história do Guarani Futebol Clube, o título de 1978 elevou o nome do gigante alviverde para o cenário nacional e internacional do futebol.

Neste capítulo resgataremos a história por trás da trajetória Bugrina até a conquista do Campeonato Brasileiro de 1978.

78

Neneca; Mauro, Gomes, Édson e Miranda; Zé Carlos, Zenon e Renato; Capitão, Careca e Bozó. O torcedor Bugrino jamais esquecerá deste time. Ídolos. Lendas. Que alcançaram o que até hoje é o maior feito da história do Guarani Futebol Clube. Mas afinal, como isso aconteceu?

Formado por mescla de jovens promessas das categorias de base do clube e de jogadores experientes o Guarani iniciou a competição desacreditado. Na oportunidade, o presidente do Bugre, Ricardo Chuffi, apostou na contratação do, até então desconhecido, Carlos Alberto Silva que realizara um bom trabalho à frente da Caldense – MG para ser o comandante do time.

Para a mídia da época a chance de tudo aquilo dar errado era grande, ainda mais com o início precoce do Campeonato Brasileiro, em março, por causa da Copa do Mundo. No entanto, o grupo bugrino  trabalhou com muito empenho para mostrar, em campo, que poderia alcançar um bom resultado no torneio nacional.

A estreia no campeonato Brasileiro foi contra o Vasco com derrota por  3 a 1, no Brinco de Ouro. Porém, o revés não abalou a equipe. Nos dois jogos seguintes, o Bugre bateu Bahia e CSA e retomou o caminho das vitórias. Entretanto, nos três jogos seguintes o Alviverde não conseguiu vencer nenhum e empatou com: Vitória, CRB e Sergipe. No retorno ao Brinco de Ouro, o time campineiro reencontrou o caminho da vitória e, que vitória, sonoros 5 a 0 pra cima do Confiança, na partida que antecedia o dérbi.

Com um time  entrosado, o Bugre fez valer o mando de campo e venceu a AAPP por 2 a 0, com dois gols do jovem Careca. O resultado colocou o Bugre na vice-liderança do Grupo D e praticamente garantiu a classificação à segunda fase do Campeonato Brasileiro.

Em um sistema de todos contra todos, a segunda fase começou com um empate diante do São Paulo e uma vitória contra o  Brasília. Na terceira rodada o Bugre sofreu um acidente no percurso. Em Belém, diante do Remo, uma derrota por 5 a 1. Entretanto, a derrota foi rapidamente superada com uma vitória diante Caxias, em casa, e um empate com o Vasco, no Rio. Em meio à Copa do Mundo, o Bugre perdeu para a Portuguesa, fora de casa, por 2 a 0, empatou sem gols com o Coritiba, em casa, e venceu o Villa Nova-MG, em casa, por 2 a 0, garantindo assim a classificação para a terceira fase.

No grupo Q, ao lado de mais sete times, o Bugre era um dos favoritos ao lado de Santos e do poderoso Internacional. O Alviverde iniciara sua caminhada justamente diante dos gaúchos. Porém, o Colorado, vivendo um grande momento dentro da competição -, desdenhou da equipe campineira. Na oportunidade, a imprensa gaúcha classificou o ataque Bugrino como: “Time de circo e risos”. A piada era em alusão aos nomes dos componentes do trio ofensivo do Guarani, Capitão, Careca e Bozó.

A gozação para com o Guarani foi lembrada pelo técnico Carlos Alberto Silva para motivar seus atletas em busca da vitória. Naquele momento do campeonato, mais do que nunca,  era precisa mostrar a todos que o Guarani era um time eficiente e poderia brigar pelo título. Mesmo diante de Falcão, Batista, Chico Spina, Valdomiro e Caçapava, o Bugre não se intimidou e deu um verdadeiro show no gramado do Beira Rio naquele dia 02 de julho de 1978. Renato, Bozó e Zenon marcaram os gols na vitória por 3 a 0 em pleno Beira-Rio.

A vitória sobre o Inter embalou o Guarani e mostrou que a equipe poderia chegar longe na competição. Depois do resultado diante do Internacional, o Bugre tropeçou diante do Goiás, fora de casa, e posteriormente venceu os cinco jogos restantes daquela fase (Santos, Botafogo – PB, Goytacaz, Botafogo – SP e Londrina.

Classificado em primeiro lugar às quartas de finais foi a vez de enfrentar o Sport. Com gols de Zenon e Capitão, o time paulista venceu por 2 a 0 e foi com uma confortável vantagem para o duelo de volta, em Campinas. Nele, um show e goleada por 4 a 0, com dois gols de Capitão, um de Renato e outro de Miranda.

Na semifinal foi foi a vez de encarar o Vasco. Em um Brinco de Ouro lotado, o Alviverde venceu uma verdadeira guerra. Com dois expulsos ao fim da partida, o Guarani bateu os cariocas pelo placar de 2 a 0. O jogo da volta a atmosfera era ainda mais hostil. Com mais de 100 mil pessoas, Zenon brilhou, marcou duas vezes e pela primeira vez na história colocou o Guarani em uma final de campeonato brasileiro. Ainda teve tempo de Dirceu  descontrar para o cruzmaltino e encerrar invencibilidade de 778 minutos do goleiro Neneca sem levar gols.

A grande final foi um capítulo a parte. Pela frente, o poderoso Palmeiras. O duelo começou antes mesmo da bola rolar, a Federação Paulista de Futebol propôs que as duas finais fossem disputadas em São Paulo, porém, a Confederação Brasileiro de Desportos vetou e garantiu o segundo jogo da finalíssima em Campinas pelo fato do Bugre possuir melhor campanha que o Palmeiras.

Na primeira partida, em São Paulo, cerca de 360 ônibus deixaram a cidade de Campinas rumo ao Morumbi. No total,  mais de 25 mil torcedores do Guarani em um  Morumbi lotado para empurrar o time rumo à vitória. A partida foi muito tensa e o lance decisivo aconteceu após um desequilíbrio do goleiro Emerson Leão. O arqueiro do Alviverde acertou Careca dentro da área em um lance sem bola e o árbitro Arnaldo Cezar Coelho marcou pênalti. Zenon cobrou e fez. Bastava um empate no jogo de volta no Brinco para carimbar o título.

No jogo da volta brilhou novamente a estrela do menino Careca. Aos 36′ da primeira etapa, o atacante aproveitou o rebote do goleiro palmeirense e chutou cruzado para marcar o gol do título do Bugre e fazer o Brinco de Ouro explodir em alegria.

Números da conquista

Na oportunidade o Campeonato Brasileiro era disputado por 74 equipes. Na fase preliminar o Bugre realizou 11 partidas com 5 vitórias, 4 empates e 2 derrotas. Classificado à fase  semifinal, o Guarani realizou 8 partidas, sendo 3 vitórias, 3 empates e 2 derrotas. Na fase final foram 7 jogos, 6 vitórias e 1 derrota com destaque para o sonoro 3 a 0 diante do Internacional, no Beira-Rio.

A fase de quartas de final foi disputada em dois jogos. O Bugre venceu o Sport, na Ilha do Retiro, por 2 a 0 com gols de Zenon e Capitão, na partida de ida e no Brinco de Ouro aplicou uma goleada de 4 a 0. Na semifinal foi a vez de bater o Vasco.  No Brinco, 2 a 0. A partida para decidir o finalista aconteceu no Rio de Janeiro e o que se viu foi um show de Zenon. O Guarani venceu novamente por 2 a 1 e enfrentaria o Palmeiras nas finais.

Em 10/08/1978, o alviverde campineiro foi até São Paulo, no Morumbi, e com gol de pênalti de Zenon, venceu a primeira partida por 1 a o. Três dias depois, a grande final, em Campinas, com a presença de mais de 28 mil pessoas no Brinco de Ouro, o Bugre venceu também por 1 a 0, com gol do prodígio Careca.

Ao todo, a campanha do Guarani teve 32 partidas com 20 vitórias, 8 empates e 4 derrotas. Carlos Alberto Silva conseguiu um aproveitamento de mais de 70% no comando da equipe.

Sem o comandante

O técnico do time campeão brasileiro faleceu em Janeiro deste ano, em Belo Horizonte, onde residia. O Guarani Futebol Clube é grato a todos que fizeram parte deste enorme feito e aproveita a oportunidade para homenagear mais uma vez o nosso eterno comandante. Obrigado por terem conquistado a nossa maior glória.

Comemorações

As comemorações dos 107 anos do Guarani Futebol Clube serão realizadas após o Campeonato Paulista da Série A2. A diretoria do Alviverde está preparando uma programação especial para a comemoração desta data especial.

Especial 107 anos – Brinco de Ouro

Brinco de Ouro. Nossa taba. Construído com muita devoção. Desde 31 de maio de 1953, o Brinco  é a casa do Guarani. Neste capitulo  resgataremos a história deste estádio icônico, palco de tantas glórias, que estão marcadas na memória dos torcedores Bugrinos.

Ao longo deste dia 02 de Abril, o Departamento de Comunicação do Guarani  publicará uma série de quatro matérias com intuito de resgatar a história gloriosa do Bugre.

Brinco de Ouro

A história do Estádio Brinco de Ouro da Princesa começou em 1947, quando a Federação Paulista de Futebol profissionalizou seu “Campeonato do Interior”. O Guarani, um dos primeiros a aderir à iniciativa, percebeu que seu velho estádio, situado na rua Barão Geraldo de Rezende, bairro Guanabara, estava mais do que nunca ultrapassado.

O relatório apresentado pela “Comissão Pró-Reforma do Estádio”, liderada pelo diretor Antonio Carlos Bastos, ao então presidente Emílio Porto, foi conclusivo: o clube deveria buscar uma área maior para construir um novo estádio, ainda que mais distante do centro da cidade. Uma nova reforma do velho “Pastinho” era inviável e as dimensões do terreno, então pouco mais de 19 mil m², não permitiam que ali se construísse um novo estádio.

Surgiu, no início de 1948, uma proposta irrecusável: uma imobiliária interessada em lotear a área do Guanabara ofereceu uma gleba de 50,4 mil m² na chamada “Baixada do Proença”. Ainda executaria sua drenagem e terraplanagem, pagando 2 milhões de Cruzeiros, em parcelas, para início das obras do novo estádio. Negócio fechado em 2 de Abril, dia do aniversário do clube. Logo depois, o Guarani recebeu a doação de mais dois terrenos ao lado da área negociada, um de 19,405 mil m² e outro de 2,92 mil m².

Antonio Carlos Bastos passou a comandar a agora chamada “Comissão Pró Estádio”, com total autonomia para obtenção e aplicação de recursos, enquanto a Diretoria ficava com a responsabilidade de levar o time à 1ª Divisão do futebol bandeirante, já que a Federação Paulista instruiu em 1948 a “Lei do Acesso”, que permitiria ao clube campeão do interior juntar-se, no ano seguinte, aos clubes profissionais de São Paulo e Santos na 1ª Divisão.

Em 11 de Julho de 1948, um domingo festivo, que terminaria com mais uma vitória em “Dérbi”, os arquitetos Ícaro de Castro Melo e Osvaldo Correia Gonçalves apresentaram a maquete do novo Estádio. No dia seguinte, na redação do jornal Correio Popular, o jornalista João Caetano Monteiro Filho aguardava um clichê da foto da maquete para completar uma pequena matéria. Ao ver a forma circular e a beleza do novo estádio, lhe veio à mente a imagem de um brinco. E como Campinas era conhecida como a “Princesa D´Oeste”, criou no título um trocadilho que ficaria para a história: “Brinco de ouro para a “princesa”, publicado na página 6 da edição de 13 de Julho. Foi o que bastou para que a população passasse a chamar o futuro estádio dessa maneira. Quando se decidiu pelo nome oficial, não houve dúvida: Brinco de Ouro da Princesa.

No campeonato de 1949 veio o tão aguardado acesso à 1ª Divisão de Profissionais. Mais do que nunca, era preciso arregaçar as mangas e construir o estádio. Além dos 2 milhões de Cruzeiros pagos pela Imobiliária, outros 3,5 milhões foram arrecadados com a venda de Cadeiras Vitalícias. Mas era preciso muito mais. Foi quando alguns membros da “Comissão de Obras” se revelaram verdadeiros heróis. Bugrinos como João D´Agostino, Dr. Januário Pardo Mêo, Rubens Trefiglio, Luis Marcelino Guernelli, Vicente Canecchio Filho, Orlando Santucci e Raphael Radamés Pretti comandaram dezenas de outros colaboradores em iniciativas como a “Campanha do Cimento”, “Campanha do Tijolo”, “Campanha da Quermesse”, “Campanha da Boa Vontade” e outras 25 do tipo, conseguindo, pouco a pouco, os recursos necessários.

Ao contrário de outros clubes, o Guarani não teve ajuda financeira do poder público, quer Municipal ou Estadual. Seu estádio foi construído com o suor, trabalho e o amor dos verdadeiros bugrinos.

Chegou o ano de 1953. Depois de árduo trabalho, era preciso usufruir da nova casa. Não havia como concluir as cabeceiras do estádio e a saída foi construir arquibancadas de madeira provisórias atrás dos gols, aproveitando o madeiramento que veio do antigo “Pastinho”.

O programa de inauguração, idealizado por uma comissão liderada pelo Prof. Hilton Federeci, foi dos mais culturais e detalhistas que já se viu no País, em festividades do gênero. Para exemplificar, o Estádio seria batizado com água colhida no Rio Paraíba, em Taubaté, onde nasceu Francisco Barreto Leme, o fundador de Campinas, e junto à Cascata Guarani, no rio Paquequer, próximo à Teresópolis (RJ), onde – segundo o romance “O Guarani” de José de Alencar – teria se desenvolvida a saga do índio Peri. Foi esse livro que inspirou o maestro campineiro Antonio Carlos Gomes a escrever a ópera “O Guarani”, que, por sua vez, deu origem ao nome do clube.

Duas partidas amistosas foram programadas para a inauguração do Brinco de Ouro, sendo convidados Palmeiras e Fluminense do Rio para as festividades.

A 31 de Maio de 1953, sob a presidência do Dr. Ruy Vicente de Mello, foi inaugurado aquele que ainda hoje é um dos mais belos, completos e seguros estádios particulares do país, com o Guarani vencendo o Palmeiras por 3 a 1. Coube a Nilo a honra de marcar o primeiro gol oficial do novo estádio, aos 44 minutos do 1º tempo, cobrando falta no atual gol de entrada. Dido e Augusto completaram para o Guarani e Lima marcou para os visitantes. As chuvas que caíram naquele dia, porém, fizeram com que grande parte da solenidade fosse adiada para antes da segunda partida, realizada na tarde de 4 de Junho, quando o Fluminense venceu o Guarani por 1 a 0 (gol de Marinho).

No projeto original, o Estádio teria forma elíptica e capacidade para 29 mil pessoas. O setor coberto, das sociais e vitalícias, possuía número maior de degraus que as gerais, do lado contrário. As cabeceiras deveriam partir das arquibancadas cobertas, diminuindo até chegar nas gerais.

Por volta de 1960, no entanto, decidiu-se alterar o projeto e construir a Cabeceira Norte, com o mesmo número de degraus das sociais. O mesmo seria feito, futuramente, na Cabeceira Sul. A construção da atual “cabeceira do placar eletrônico” demorou pouco mais de 2 anos.

A inauguração do sistema de iluminação do Estádio Brinco de Ouro aconteceu em 11 de Janeiro de 1964, com o jogo amistoso entre Guarani e Flamengo, do Rio de Janeiro. Na primeira vez em que os dois clubes se enfrentaram, o Bugre venceu por 2 tentos a 1.

Sob a luz dos refletores, dispostos em quatro grandes torres de concreto, o Guarani obteve algumas de suas vitórias mais expressivas, como a heroica goleada, alcançada com uma equipe repleta de ex-Juvenis, sobre o Santos de Pelé & Cia., por 5 tentos a 1.

A Cabeceira Sul (atual entrada principal) começou a ser construída em 1966, com um primeiro segmento de arquibancada. No início dos anos 70, já sob a presidência de Leonel Martins de Oliveira, as obras foram retomadas e concluídas. Nessa época, também o Conjunto Poliesportivo, iniciado em 1960, teve novo impulso, com ótimo aproveitamento do terreno em torno do Estádio, ampliado por doações do poder público.

O Brinco de Ouro da Princesa, finalmente fechado em seu anel inferior, chegou a ter público superior a 33 mil pagantes. Dos dez maiores públicos verificados em Campinas até o ano de 1978, oito foram no estádio bugrino.

Quando da maior conquista do Bugre, o título de Campeão Brasileiro de 1978, estava sendo iniciada a construção do “Tobogã”, ainda sob a administração do saudoso presidente Ricardo Chuffi. Seu sucessor, Antonio Tavares Jr., deu sequência a uma obra vultosa e arrojada, que poucos clubes brasileiros já tiveram a coragem de executar, mas que aumentaria a capacidade do estádio em mais de 15 mil lugares. A venda de “camarotes” muito colaborou para o custeio das obras e alguns atletas campeões acabaram sendo negociados em prol da necessária ampliação do Brinco de Ouro.

Além do Tobogã, outras obras deram um contorno fantástico ao Brinco de Ouro. O edifício da Administração e as bilheterias circulares passaram a fazer parte da nova entrada principal do Estádio, realçando ainda mais sua beleza e eficiência. Atualmente a área foi revitalizada a fim de receber o busto do mestre Carlos Alberto Silva.

O Brinco de Ouro ainda possui, além de alojamentos para atletas profissionais e amadores, dezenas de salas e salões internos, em dois pavimentos, e fica circundado por um dos mais completos e funcionais conjuntos aquáticos e poli-esportivos do Brasil, um orgulho para os bugrinos.

Recordes

O Brinco de Ouro da Princesa foi palco de partidas memoráveis, inclusive de várias decisões de campeonatos. A Seleção Brasileira pisou em seu gramado duas vezes em 1966 (quando realizou jogos-treino contra um combinado campineiro, durante a preparação para a Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra) e outra em 5 de Maio de 1990, quando venceu a Bulgária por 2 a 1, registrando o 2º maior público do Estádio: 51.720 pagantes.

O recorde foi estabelecido em 14 de Abril de 1982, com 52.002 pagantes, no jogo Guarani 2 X 3 Flamengo, pela Semifinal do Campeonato Brasileiro de 1982. Pelos atuais critérios de dimensionamento de público nos Estádios, essas marcas não mais poderão ser batidas.

Comemorações

As comemorações dos 107 anos do Guarani Futebol Clube serão realizadas após o Campeonato Paulista da Série A2. A diretoria do Alviverde está preparando uma programação especial para a comemoração desta data especial.

Especial 107 anos

Mais que futebol, mais que jogadores, mais que diretores, mais que treinadores. O Guarani é uma paixão. Paixão que só entende quem sente. Paixão esta que completa nesta segunda-feira, 02 de Abril, 107 anos de existência. Para ilustrar e tentar aproximar um pouco dos dias de hoje, o Departamento de Comunicação, preparou uma série de quatro matérias especiais sobre a história de nosso glorioso Alviverde.

Divididos em quatro títulos: Desde 11, Brinco de Ouro, 78 e Ídolos, o intuito é resgatar um pouco da história deste grande clube centenário que, até hoje, é a única equipe do interior do Brasil a conquistar o Campeonato Brasileiro de Futebol.

Desde 11

O Guarani surgiu a partir da ideia de doze amigos imigrantes italianos e alemães  – Vicente Matallo, Pompeu de Vito, Hernani Matallo, José Trani, Romeu de Vito, Alfredo Seiffert, Luiz Bertoni, Antônio de Lucca, José Giardini, Ângelo Panattoni, Miguel Grecco e Julio Palmieri -,  que se encontraram no dia 1 de abril de 1911, na Praça Carlos Gomes, quando escolheram o nome do clube em homenagem à ópera O Guarani – obra mais conhecida do maestro e compositor clássico Carlos Gomes -, um dos mais ilustres cidadãos nascidos na cidade de Campinas.

As cores do clube foram compostas pelo verde e branco, que faziam alusão ao verde da praça e à luz do dia que os iluminava, sendo sugestão de Romeo de Vito. Foi estabelecida também uma mensalidade de 500 réis, e eleita uma diretoria provisória, com Vicente Matallo como presidente do clube.

Porém, havia um detalhe: aquele dia era conhecido como “dia da mentira”, e para evitar gozações futuras, decidiram que o clube passaria a existir a partir do dia seguinte, ficando estabelecida a data de fundação como 2 de abril de 1911.

Uma nova reunião foi realizada em 9 de abril para instalação definitiva da associação. O número de adeptos crescera rapidamente. O local já foi uma ampla sala no centro da cidade, cedida pela Sociedade Recreativa 7 de Setembro, e ali compareceram ao menos 21 pessoas. Procedeu-se, então, à eleição de uma diretoria definitiva, com mandato de um ano, e Vicente Matallo foi ratificado como o primeiro presidente do Clube. Os cargos foram assim preenchidos:

Presidente: Vicente Matallo

Vice-Presidente: Adalberto Sarmento

1º Secretário: Raphael Iório

2º Secretário: Paulino Montandon

Tesoureiro: Pompeo de Vito

1º Capitão: Luiz Bertoni

2º Capitão: Francisco Oliveira

1º Fiscal de Bola: Antonio de Lucca

2º Fiscal de Bola: José Trani

Procurador: Aurélio Rovere.

Em poucas semanas foram elaborados os primeiros estatutos. Ao mesmo tempo, outro grupo conseguia junto a Prefeitura Municipal à concessão de uso de um terreno de terra batida, na confluência das ruas Francisco Theodoro e Dr. Salles de Oliveira, no bairro Villa Industrial. Ali se instalou o primeiro campo para treinos e jogos, confeccionando-se as traves com bambus. No dia 23 de abril de 1911 realizava-se, no chamado “Ground da Villa Industrial”, o primeiro treino entre dois times formados por associados do Guarany Foot-Ball Club.

Pompeo de Vito

Vicente Matallo

Onde quer que estejam, com certeza nossos fundadores sempre estiveram e sempre estarão conosco e, certamente estarão, em mais uma batalha que será disputada na próxima quarta-feira diante do XV de Piracicaba. Um clube centenário, de muitas glórias e com esperança de dias ainda melhores. É assim que iniciamos a série de matérias especiais de 107 anos deste clube. Parabéns, Guarani!

Comemorações

As comemorações dos 107 anos do Guarani Futebol Clube serão realizadas após o Campeonato Paulista da Série A2. A diretoria do Alviverde está preparando uma programação especial para a comemoração desta data especial.

Fotos de SC em Guarani 2 x 1 Votuporanguense

Sábado (24/03/2018)  o Bugre conquistou mais uma vitória e a manutenção da 1ª colocação na classificação da 1ª fase. Agora o Bugre enfrente o XV de Piracicaba nasz semifinais do Paulistão 2018 A2.

Os Sócios Torcedores compareceram e participaram do “Chute do Meio de Campo”, “Camarote Sócio Campeão”, “Flecha Verde” e 1 Voucher da Crocs para Vinícius dos Santos Oliveira!

Seja você também Sócio Campeão do Guarani!

Edmar também é Sócio Campeão


Edmar Bernardes dos Santos, caçula de nove irmãos, Edmar começou sua carreira no Distrito Federal onde seus pais se radicaram desde a fundação na do nova capital, em 1960. Ainda como amador, iniciou sua carreira como artilheiro do time principal do Brasília Futebol Clube em 1977, onde permaneceu até 1979.

No Bugre chegou em 1985 para ser artilheiro do Brasileirão daquele ano com 20 gols. Em 1998 Edmar fundou o Campinas F.C. junto com o também ex-jogador Careca, onde encerrou a carreira.

Seja você também Sócio Campeão, Seja Guarani Futebol Clube.

 

 

Fotos SC em Guarani 4 x 2 Penapolense

Domingo (18/03/2018)  o Bugre conquistou mais uma vitória e a classificação para a próxima fase do Campeonato Paulista A2 2018!

Os Sócios Torcedores compareceram e participaram do “Chute do Meio de Campo”, “Camarote Sócio Campeão” e “Flecha Verde”! Além disso 3 felizardos puderam ser contemplados com um Voucher de R$ 299,00 da marca Skechers (Conheça mais da marca clicando aqui) – por Mariana Priscila Fietz Poli, um calçado Crocs – por José Eduardo da Silva Bortoto e uma Camisa Topper Oficial do Guarani – por Igor Santos Freitas!

Seja você também Sócio Campeão do Guarani!

Fotos SC Guarani 1 x 1 Rio Claro

Domingo 04/03 o Bugre empatou no Brinco de Ouro contra o Rio Claro, os Sócios Torcedores puderam participar do “Chute do Meio de Campo” e “Camarote Sócio Campeão”!

Seja você também Sócio Campeão do Guarani!

SC homenageia Craque Neto no Programa Baita Amigos

Na noite de ontem (19/02), a Equipe Sócio Campeão representada pelo seu Gerente Rodrigo Magoo, juntamente com o Técnico Umberto Louzer e o Treinador de Goleiros Narciso Marsilli, participaram do programa “Baita Amigos” comandado pelo Craque Neto.

Louzer foi um dos entrevistados da noite e o Craque Neto foi homenageado pela equipe Bugrina com um Programa SC Vitalício com direito a acompanhante.

Seja você também Sócio Campeão, seja Guarani Futebol Clube!

Fotos SC em Guarani 2 x 1 Taubaté

No último sábado o Bugre conquistou mais uma vitória em seus domínios, foi uma virada em cima do Taubaté com direito a gol de Bicicleta de Bruno Nazário.

Os Sócios Torcedores compareceram e participaram do “Chute do Meio de Campo” e “Camarote Sócio Campeão”!

Seja você também Sócio Campeão do Guarani!

Fotos SC em Guarani 0 x 1 XV de Piracicaba

Quarta, 15/02/2018, o Guarani recebeu o XV de Piracicaba no Brinco de Ouro da Princesa. Apesar da derrota, os Sócios Torcedores compareceram e participaram do “Chute do Meio de Campo”, “Camarote Sócio Campeão” e puderam acompanhar os jogadores no famoso “Flecha Verde”.

Confira aqui as fotos mais que especiais destes momentos que só o Sócio Campeão pode proporcionar.

Seja você também Sócio Campeão do Guarani!